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Sinafresp inicia Operação Padrão com Megamobilização apoiada pela Afresp

Auditores Fiscais da Receita Estadual se reuniram nesta quarta-feira (2), na sede da Secretaria da Fazenda e Planejamento do Estado de São Paulo (Sefaz-SP), na capital, para a Megamobilização Unificada organizada pelo Sinafresp. O ato reuniu a categoria em defesa da valorização dos Auditores Fiscais e do fortalecimento da Administração Tributária paulista e marcou o início da Operação Padrão, aprovada por 97% dos participantes de recente Assembleia Geral Extraordinária (AGE) do sindicato, que contou com mais de mil Auditores Fiscais.

Na abertura, o presidente do Sinafresp, Devanir Zuliani, destacou a repercussão alcançada pela mobilização. Segundo ele, representantes da categoria foram procurados pela Casa Civil para tratar do movimento e também receberam contato da Secretaria da Fazenda com a intenção de agendar uma reunião. Devanir relatou que defendeu a formalização desse contato. “Se o secretário quer marcar uma reunião, mande uma comunicação oficial”, afirmou. A manifestação reforçou uma das principais reivindicações do movimento: a retomada de um diálogo efetivo entre a gestão da Sefaz-SP e os representantes da categoria.

Na sequência, a presidente da Afresp, Mônica Paim, reafirmou o apoio da Associação à mobilização e destacou especialmente a necessidade de São Paulo participar de forma efetiva das discussões relacionadas à Reforma Tributária. Mônica relatou que, em reunião com representantes de associações do Fisco de outros estados e do Fisco federal, a ausência de São Paulo nas discussões sobre o Comitê Gestor da Reforma Tributária também despertou preocupação.

“Eles estão pedindo a nossa participação. Porque é muito importante. São Paulo é o maior estado da Federação”, afirmou. Para Mônica, a experiência e a capacidade técnica dos Auditores Fiscais paulistas precisam estar presentes nesse processo. “Nós somos competentes, capazes e temos que estar nesse debate”, ressaltou.

A presidente também fez um chamado à participação dos aposentados, destacando que a mobilização envolve questões que afetam toda a categoria. “A gente precisa desse apoio. A gente precisa dessa união”, declarou.

Ao encerrar sua participação, Mônica reforçou o posicionamento da Afresp. “Estamos juntos, vamos participar, vamos colaborar em tudo que o sindicato precisar. Nós estamos apoiando total e integralmente essa operação e essa mobilização porque é importante para cada um de nós e pode realmente fazer a diferença na nossa vida.”

O secretário-geral e diretor de Comunicação da Afresp, Victor Lins, ressaltou a importância de manter a mobilização em busca de resultados concretos e lembrou a capacidade de articulação demonstrada pela categoria em outras pautas. “A gente só vai parar quando acabar, só acaba quando termina. A gente só vai sair dessa mobilização instalada quando tiver resultado”, afirmou.

Durante o ato, o tesoureiro do Sinafresp, Marco Antonio Chicaroni, fez a leitura de uma carta dos Auditores Fiscais. Ele ressaltou que o movimento é resultado de uma decisão coletiva. “Não é a decisão de uma diretoria, não é a decisão de um grupo restrito, é a decisão da categoria”, afirmou.

Entre as principais pautas apresentadas estão o protagonismo de São Paulo na implementação da Reforma Tributária, a instituição da Lei Orgânica da Administração Tributária (LOAT), a valorização das carreiras típicas de Estado e investimentos em tecnologia e segurança da informação.

“Esta mobilização vai muito além de uma reivindicação específica. Estamos aqui para defender a Sefaz, o Fisco Paulista e o Estado de São Paulo”, destacou Chicaroni.

Ao anunciar o início da Operação Padrão, ele explicou que a medida significa a observância rigorosa dos procedimentos previstos no exercício das atribuições dos Auditores Fiscais. “Nenhuma minúcia será relevada. Nenhuma verificação será feita superficialmente. Operação Padrão não significa descumprimento de dever funcional, mas sim o cumprimento rigoroso de tudo que é legalmente determinado.”

“Queremos diálogo, respeito, responsabilidade e firmeza. O Fisco Paulista está de pé”, concluiu.

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