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Afresp participa do 10º Congresso Luso-Brasileiro de Auditores Fiscais

A Afresp participa do 10º Congresso Luso-Brasileiro de Auditores Fiscais em Belo Horizonte, que teve sua abertura neste domingo (31). O evento internacional vai até o dia 3 de junho (quarta-feira) e reúne centenas de profissionais do Brasil, Portugal, Espanha e de outros países de língua portuguesa com o tema “Um Novo Paradigma Fiscal: Cooperação, Justiça e Futuro”.

São mais de 70 Auditores Fiscais da Receita Estadual de São Paulo, entre ativos e aposentados. E a Afresp está sendo representada pela Presidente, Mônica Paim; o Presidente do Conselho Deliberativo, Paulo Henrique; o 1º Tesoureiro e Diretor de Regionais, Luan Zacharias; a 2ª Tesoureira e Diretora de Relacionamentos e Benefícios, Valéria Baciega; o Diretor de Gestão do Conhecimento e Coordenador do Movimento Viva, Alan Martins; e a Diretora de Assessoria Jurídica, Diretora Técnica e também Coordenadora do Movimento Viva, Luciana Grillo e o Ouvidor Jackson José da Silva. Também participaram diversos Diretores Regionais e Conselheiros da Afresp.

O Congresso reúne mais de 60 palestrantes e painelistas dos diversos países representados e, nesta edição, dá foco à implementação prática da Reforma Tributária do consumo no Brasil (EC 132/2023), com ênfase na transição para os novos modelos da Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS) e do Imposto sobre Bens e Serviços (IBS). Os painéis também debatem a chamada “Administração Tributária 3.0”, que envolve o uso de infraestrutura digital avançada, inteligência de dados e estratégias de compliance cooperativo.

A programação se divide em quatro momentos principais:

  • O domingo (31/05) foi dedicado à solenidade de abertura institucional e cultural com autoridades internacionais;
  • A segunda-feira (01/06) concentra a programação técnica com palestras magnas e painéis voltados aos desafios operacionais da transição federativa e à visão dos setores econômicos sobre a Reforma Tributária;
  • A terça-feira (02/06) foca na modernização digital (Administração Tributária 3.0), no novo modelo de arrecadação da CBS/IBS (como o split payment) e no combate a crimes transnacionais e ao crime organizado por meio da inteligência fiscal;
  • Por fim, a quarta-feira (03/06) encerrará o evento debatendo a nova Lei Orgânica das Administrações Tributárias, o papel do Fisco no combate às desigualdades, lições de modelos internacionais (como China e Índia) e a leitura da Carta com as conclusões desta edição e o anúncio da próxima sede.

A participação da liderança e do Conselho da Afresp reforça o compromisso da entidade com o acompanhamento da Reforma Tributária e a preparação técnica dos auditores para os novos desafios tecnológicos e de fiscalização.

A presidente Mônica Paim destacou: “O Congresso Luso-Brasileiro se consolida como um espaço indispensável de diálogo e cooperação técnica internacional, especialmente em um momento tão transformador para o nosso país. Administrações tributárias fortes e preparadas são as verdadeiras garantidoras da justiça social e da própria democracia. Participar deste debate reforça nosso compromisso com um sistema tributário que seja, acima de tudo, justo e impulsionador do desenvolvimento econômico.”

Em nome da Associação, o diretor Alan Martins subiu ao palco nesta segunda para apresentar a Escola Superior das Administrações Tributárias (ESAT), iniciativa da Febrafite operacionalizada pela Afresp e voltada à capacitação e ao aperfeiçoamento profissional de auditores fiscais de todo o país. Em seu pronunciamento, destacou o papel estratégico da instituição diante das transformações promovidas pela Reforma Tributária e convidou os participantes a conhecerem seus projetos pedagógicos.

“A ESAT nasceu com a missão de transformar profundamente a atuação do auditor fiscal. Nosso objetivo com os cursos é garantir que auditores fiscais estaduais e municipais dominem as novas regras na prática. Com isso, contribuímos para a atualização dos procedimentos de fiscalização e do combate à sonegação, fortalecendo a arrecadação e ampliando o protagonismo técnico do Fisco perante a sociedade”, afirmou Alan.

Ao longo destes quatro dias de programação, os debates ainda abordarão temas como coordenação federativa, impactos setoriais da reforma tributária, combate à fraude e à evasão fiscal, enfrentamento ao crime organizado e o papel da tributação na redução das desigualdades sociais.

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