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Afresp Recomenda: livro “A Fábrica de Leis Simbólicas”, organizado por Jorge Mizael, investiga por que uma em cada quatro leis aprovadas se torna prioridade no Congresso

Organizada por Jorge Mizael, consultor da Febrafite e do Sinafresp, obra reúne dados e casos que convidam o leitor a olhar além da quantidade de leis aprovadas

O que a Capital Nacional do Boné, uma raça de cavalos e uma data comemorativa têm em comum? Todos ganharam espaço na legislação brasileira. Mas o que leva esses temas a se tornarem prioridades no Congresso Nacional — e o que eles revelam sobre o funcionamento do sistema político?

Essas perguntas estão no centro do livro “A fábrica de leis simbólicas – Como o Legislativo Federal transforma símbolos em prioridades”, organizado pelo cientista político Jorge Mizael, consultor da Febrafite e do Sinafresp. Publicada pela Editora Jaguatirica, a obra será lançada no dia 10 de novembro, às 19h, na Livraria da Travessa Pinheiros, em São Paulo.

O levantamento apresentado no livro traz um dado que chama a atenção: uma em cada quatro leis ordinárias federais aprovadas entre 1989 e 2025, excluídas as de natureza orçamentária, possui caráter simbólico. São 955 leis dedicadas a datas comemorativas, denominações de obras públicas, títulos e homenagens.

Entre os casos estão o reconhecimento de Apucarana como Capital Nacional do Boné e a declaração do Mangalarga Marchador como raça nacional. Já o Dia Nacional do Desafio levou 14 anos para entrar no calendário. Por que uma proposta dessa natureza percorre um caminho tão longo até se tornar lei?

Para os autores, esses exemplos ajudam a compreender uma lógica que vai além da curiosidade. A obra investiga como as regras do jogo político tornam a produção de leis simbólicas atraente para os parlamentares, quanto da capacidade do Congresso é destinado a elas e o que poderia mudar.

A discussão também coloca em perspectiva uma medida frequentemente usada para avaliar o trabalho parlamentar: o número de leis aprovadas. Afinal, aprovar mais significa legislar melhor? Como avaliar a relevância de uma norma e sua capacidade de produzir efeitos concretos na vida da população?

O livro convida o leitor a examinar essas questões a partir de dados e episódios da atividade legislativa. E reserva outras descobertas: apesar do que a numeração sugere, a Lei nº 15.000 não é a 15.000ª lei da República. A explicação está na obra.

Além de Jorge Mizael, participam da publicação os coautores Anderson Alves, Andreia Sena, Daniel Watson e Henrique Curi. O prefácio é de Cesar Calejon.

Lançamento

Jorge Mizael convida os associados da Afresp a conhecerem a obra e participarem do lançamento na terça-feira, 10 de novembro, às 19h, na Livraria da Travessa Pinheiros, localizada na Rua dos Pinheiros, 513, em São Paulo.

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