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Afresp recebe Reunião dos Dirigentes de Entidades dos Planos de Saúde do Fisco Estadual Brasileiro para debates estratégicos sobre reciprocidade e atualização regulatória

Nos dias 14 e 15 de maio, a sede da Afresp, em São Paulo, recebeu representantes da Reunião dos Dirigentes de Entidades dos Planos de Saúde do Fisco Estadual Brasileiro para mais uma rodada de discussões estratégicas e técnicas voltadas à melhoria contínua da gestão e operação dos convênios de reciprocidade entre as filiadas.

Participaram do encontro a presidente da Afresp, Mônica Paim; o diretor da Amafresp, Alexandre Lania; o diretor de Saúde da Febrafite, Geraldo Henrique de Oliveira Nogueira; e o diretor-presidente da Febrafite Saúde, Cleudes de Freitas, além de representantes das entidades filiadas de diversos estados.

A abertura foi conduzida por Alexandre Lania, que deu as boas-vindas aos participantes e agradeceu a presença de todos. Em seguida, Mônica Paim destacou a importância do encontro para o fortalecimento das autogestões em saúde. “Sejam muito bem-vindos. Esta é uma das discussões mais importantes que a Afresp mantém com a categoria. Desejo uma ótima reunião, com muita resolutividade”, afirmou a presidente.

Durante sua fala, Cleudes de Freitas agradeceu a recepção da Afresp e parabenizou Mônica Paim por ser a primeira mulher a presidir a entidade em seus 78 anos de história. Na sequência, solicitou que todos os participantes se apresentassem.

Ao longo dos dois dias de reunião, empresas convidadas apresentaram soluções e possibilidades de novas parcerias voltadas à reciprocidade entre as autogestões. Entre elas, a Salutis, além da DPOnet, que apresentou uma plataforma completa para gerenciamento de dados pessoais, e da Arvo, parceira do setor de saúde que atua com infraestrutura de dados e inteligência artificial para otimização de custos assistenciais.

Também foram apresentados resultados de projetos já em andamento com entidades filiadas. A Rumo Atuarial, representada por Tatiana Rodart, mostrou avanços em estudos e análises atuariais desenvolvidos junto às autogestões. Já Fernando, da SuperDOC, apresentou os resultados das provas de conceito (POCs) realizadas com filiadas que contrataram os serviços de inteligência artificial da empresa.

Além das apresentações institucionais e técnicas, a programação contemplou debates sobre temas regulatórios e operacionais relacionados ao convênio de reciprocidade, incluindo CRM Mobile Saúde, RN 623, histórico de valores transacionados em 2025, aquisição de medicamentos, entre outros assuntos de interesse comum das filiadas.

Um dos principais temas debatidos durante o encontro foi a Resolução Normativa nº 649, da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), que altera dispositivos da RN 137 e estabelece novas exigências para as operadoras de autogestão. O advogado e assessor jurídico da Amafresp, José Luiz Toro da Silva, explicou os impactos da nova regulamentação e a necessidade de adequação estatutária pelas entidades. “A necessidade de adaptação dos estatutos à RN 649 tem prazo, pois ela entrará em vigor em 1º de julho deste ano”, explicou Dr. Toro.

Dr. Toro também ressaltou o trabalho desenvolvido pela Unidas e pela Febrafite ao longo dos últimos anos em busca de maior flexibilização regulatória para as autogestões. “A ANS foi sensível à necessidade de flexibilização das normas, possibilitando inclusive a participação de outras categorias profissionais. Isso amplia o debate estratégico das entidades sobre representatividade e sustentabilidade das autogestões”, destacou.

Dr. Toro lembrou ainda que muitas das questões observadas atualmente nos estatutos das entidades já decorrem de exigências anteriores previstas na RN 137, especialmente no que se refere ao direito de participação dos beneficiários previdenciários na gestão das autogestões.

“Trata-se da obrigatoriedade de adequação estatutária para garantir aos titulares previdenciários (que são os cônjuges e integrantes do grupo familiar de colegas AFREs falecidos) os mesmos direitos de participação na gestão da entidade, conforme previsto na legislação vigente”, explicou José Luiz Toro da Silva.

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